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11 agosto 2011

Apneia


sob o leve torpor do sol
caminho beirando o mar
na areia vou despindo
as noites torpes que me esconderam
canto versos desmedidos
frases duras
para fases amargas
o som consoante
impregna em mim
quisera arrancá-lo de dentro
quisera botá-lo pra fora
faço pose de calada
mas berro pro mundo
e berro agora
um mergulho e não ouço mais
nem silêncio, nem barulho
o oceano nada entre os meus dedos
salgo a pele, molho tudo
escondo os arrepios 
que me ferem a pele
afogo-me nas ilusões 
do que temo verdadeiro
o mar apaga as minhas pegadas
o breu apaga o meu corpo inteiro

''Apneia' | nanquim + canetinha + sobreposição digital | texto 2011 | ilustração 2007

Ouça 'Apneia' aqui:

02 junho 2011

Silêncio!...

Silêncio!...
Ouça as estrelas 
cavalgando 
nesta noite de prantos
E sinta a brisa 
nua
acariciando o seu corpo
sob a luz da lua
O seu leite branco 
derramando 
os sonhos distantes
da donzela louca
Silêncio!...
Silêncio!...

'Silêncio!...' | grafites + sobreposição e texturização digital | texto 1997 | ilustração 1999

Ouça 'Silêncio!...' aqui:


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